Maio Amarelo

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apoia anualmente a Campanha Maio Amarelo, de mobilização contra as mortes no trânsito. No Sistema Único de Saúde (SUS), os acidentes de trânsito são responsáveis por uma das principais causas de internação e mortes no país, contribuindo para a diminuição da expectativa de vida da população.

O tema da Campanha para o ano de 2018 é: “Nós somos o trânsito” e a SES-MG adotou como estratégia de campanha o apoio à descentralização das ações nas Unidades Regionais de Saúde e tem fomentado por meio de reuniões integradas com diversos parceiros (SEE, DEER entre outros), distribuição de materiais gráficos e gelatinas para iluminação de local público. Além disso, está sendo reforçado junto às Referências Técnicas que a temática exige uma abordagem conjunta entre os diversos atores sociais, o estado e a sociedade civil, trabalhando de forma integrada e articulada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as violências e os acidentes – sejam eles de natureza acidental ou não, são responsáveis por cerca de 9% da mortalidade global, e a maior proporção dos acidentados de transporte terrestre é do sexo masculino, adulto jovem e residente em área urbana. Aproximadamente metade das vítimas de acidentes de trânsito é constituída por pedestres, ciclistas ou motociclistas (OMS, 2008).

Em Minas Gerais, de acordo com os dados do Boletim de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, no período de 2010 a fevereiro de 2018, verifica-se que os homens apresentaram maior percentual de óbito por acidentes, sendo 81% e as mulheres com 19% dos óbitos. Deste período o ano de 2013 apresentou o maior percentil de morte por Acidente de Transporte Terrestre com 14%.

Com relação ao total de óbitos segundo grupo de causas, a maior proporção está entre os ocupantes de automóveis com 38,3% dos óbitos, seguido de outras causas 24,2% e motocicleta com 19,3%.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, os fatores de risco para os acidentes de transporte incluem: dirigir sob o efeito de bebidas alcóolicas, estresse, fadiga, tonteira, excesso de velocidade, falta de uso de equipamentos de segurança (principalmente cinto de segurança e capacete), manutenção inadequada dos veículos e infraestrutura deficiente do sistema viário.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período compreendido entre 2011 a 2020 como a Década de Segurança Viária, estimulando os países membros a estabilizar ou reduzir as mortes decorrentes de acidentes de trânsito por meio do desenvolvimento de planos de ação sobre a morbimortalidade por esses agravos. Por isso, em 2011, o Ministério da Saúde reconheceu o impacto das causas externas no modo de viver e morrer da população e estabeleceu a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências, instituindo diretrizes que, dentre outras medidas, propõem ações de promoção da saúde e segurança, vigilância dos agravos e estruturação da rede de assistência, incluindo reabilitação.

Tudo isso tendo em vista que a nova concepção de Saúde importa uma visão afirmativa, que a identifica com bem-estar e qualidade de vida. Assim, ao se pensar em saúde e promoção da segurança no trânsito faz-se necessário entender o trânsito como um dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS), ou seja, um dos tantos fatores sociais, econômicos, culturais, étnico/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população.

Os acidentes de trânsito são, de fato, uma questão importante de saúde pública, e não apenas uma decorrência da mobilidade veicular. Promover uma cultura de paz no trânsito, ampliar as atitudes pessoais e a capacidade da comunidade de melhorar as condições físicas e psicossociais nos espaços onde as pessoas vivem, estudam, trabalham e se divertem, ou seja, onde a vida transita, reduziriam as admissões hospitalares e a gravidade dos traumas. O setor também ganharia se – com a garantia de condições mais seguras para pedestres e ciclistas – mais pessoas adotassem o hábito saudável de caminhar ou andar de bicicleta, sem temer pela própria vida.

PEDESTRE

  • Atravesse a via sempre olhando para os dois lados;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Atravesse a via utilizando as faixas de segurança ou a passarela. Respeite as placas, os sinais e as regras gerais de trânsito, a fim de promover uma cultura de segurança.

PASSAGEIRO

  • Use, obrigatoriamente, o cinto de segurança em qualquer situação e distância.
  • Menores de 10 anos devem ser transportados no banco traseiro com o cinto de segurança;
  • Menores de 4 anos devem ser transportados no banco traseiro e em cadeira especial;
  • Menores de 1 ano devem ser transportados no banco traseiro e em assento próprio.

CICLISTA

  • Trafegue nas ciclovias e ciclofaixas. Onde elas não existirem, ande próximo ao meio fio;
  • Trafegue sempre no mesmo sentido dos veículos;
  • Lembre-se sempre que capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas reduzem o impacto e o risco de ferimentos graves;
  • Nunca pegue carona na traseira de veículos.

MOTOCICLISTA

  • Use sempre o capacete e exija que seu carona também use;
  • Utilize sempre capacete fechado e que tenha o selo do INMETRO;
  • Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Utilize luzes de circulação diurna.

MOTORISTA

  • Transite em velocidade condizente com a velocidade permitida na via em que está trafegando;
  • Mantenha distância segura de, pelo menos, 10 metros de distância do carro da frente, principalmente em caso de chuva;
  • Utilize luzes diárias de circulação diurna;
  • Respeite a faixa de pedestre;
  • Use sempre o cinto de segurança;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica.

A importância do uso do cinto de segurança
No caso de uma frenagem brusca, capotagem ou impacto frontal devido a uma colisão, o cinto de segurança protege e mantém o corpo do condutor e dos demais ocupantes no assento.

Se beber, já sabe: não dirija!
O consumo de álcool, mesmo em quantidades relativamente pequenas, aumenta o risco de envolvimento em acidentes, tanto para condutores como para pedestres. Além de provocar a deterioração de funções indispensáveis à segurança ao volante, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a capacidade de discernimento, estando em geral associado a outros comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e inobservância do uso de cinto de segurança.

Transite em velocidade condizente com a permitida
O campo de visão do condutor também é afetado à medida que a velocidade aumenta. Enquanto a 40 km/h o condutor alcança 100% da capacidade de visualização, a 100 km/h seu campo de visão será de apenas 45 graus.

A pesquisadora associada do Laboratório de Informação em Saúde (LIS/Icict), Giseli Damacena, analisou os dados sobre consumo de bebidas alcoólicas e o hábito de dirigir após beber, divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. A investigação revelou números que impressionam: 24,3% da população brasileira admitem já ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir.

Conforme a análise da pesquisadora, a proporção de pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito com lesões corporais nos últimos 12 meses anteriores à Pesquisa no Brasil foi de 3,1% da população geral, sendo que 7,5% foram os que referiram consumo abusivo e frequente de álcool. A partir do artigo “Consumo abusivo de álcool e envolvimento em acidentes de trânsito na população brasileira, 2013”, produzido por Giseli Damacena e outros autores, foi desenvolvida a série “Álcool e trânsito”, que traz dados, documentos, infográficos, gifs animados, trechos de vídeo e depoimentos de especialistas sobre o assunto.

A proposta da série de reportagens é promover o debate sobre os impactos na saúde dos acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool pelos condutores. Abaixo, confira as quatro reportagens da série:

  1. Segundo dados da PNS, um em cada quatro brasileiros admite dirigir alcoolizado
  2. Lei Seca: o efeito das multas na prevenção aos acidentes de trânsito
  3. Acidentes no trânsito: os custos e o valor de uma vida
  4. Na contramão das campanhas, adolescentes e jovens começam a beber mais cedo

Observatório Nacional de Segurança Viária

O órgão desenvolve anualmente a campanha Maio Amarelo. Em 2017, o mote é “Minha Escolha Faz a Diferença no Trânsito”.

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